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 Samuel


Pelos trilhos do Passado a cominho do Futuro.
Pelos trilhos do Passado a cominho do Futuro.

Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ ESCOLA E.B.2/3 DO PAUL Formação Complementar Pelos trilhos do Passado a Caminho do Futuro Trabalho Realizado por: Alfredo Rodrigues Mª céu Duarte Mª Céu Oliveira Mª Glória Duarte Paul, Julho 99 Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ íNDICE Pág. Introdução………………..……….…………………….……..…2 Localização……………………………………………………....3 Ourondo Passado e Presente….……………………………….....3 Origem do Nome…………………………………………………3 Rancho Folclórico Do Ou rondo Pequena História do Rancho…….……………………………….4 Componentes do Grupo………….……………………………….6 Actuações do Rancho desde 1993……………….……………….6 Algumas “modas” cantadas e dançadas pelo Rancho Folclórico.12 do Ou rondo e seu Grupo de Cantares………...………………….. Grupo de Cantares do Rancho Folclórico do Ou rondo………...13 Trajes Masculinos………………………………………………14 Trajes Femininos……………………………………………......16 Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ INTRODUçãO A actividade cultural de um povo, prende-se em parte com os hábitos, costumes e tradições do passado e que chega até nós através de gerações. O entusiasmo cresceu ao querermos conhecer um pouco mais de perto a cultura nos arredores da nossa Escola(Escola E. B. 2º 3º ciclo do Paul) e conhecer o meio social que nos envolve. Deste modo levámos a efeito um pequeno levantamento do Rancho Folclórico do Ourondo, que muito nos orgulha na medida em que ficámos mais conhecedores das histórias da história do nosso meio local e que nelas se espelham grandes saberes. Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ LOCALIZAçãO O Ou rondo fica localizado na Beira interior ( parte Oeste da cova da Beira), Concelho da Covilhã e Distrito de Castelo Branco. Fica situado na margem direita do Rio Zêzere e na margem esquerda da Ribeira do Caía. Daqui se avistam os cumes da Estrela e da Gardunha, da serra de cebola e mais próximo a serra da Marinça. Ou rondo passado e Presente O Ou rondo foi um priorado do Padroado Real e em 1757 tinha 79 fogos. A 14 de Setembro de 1895 o Bodelhão pertencia ao Conselho do Fundão e integrou-se no Concelho da Covilhã anexa ao Ou rondo, tendo vindo a desanexar-se a 19 de Julho de 1901. Pertence à freguesia do Ou rondo o lugar da Relvas. Passou a ser Junta de Paroquiano dia 2 de Abril de 1841 na sequência dum pedido dos moradores da freguesia que requereram ao Conselho do Distrito, a constituição da sua Junta da Paróquia, por haver na povoação ”número suficiente de cidadãos que sabem ler e escrever para ocupar os cargos paroquiais”. Em função da reforma administrativa impulsionada pela lei de 26 de Junho de 1867, o Ou rondo passou a ser uma Freguesia do 2º Distrito com sede no Paúl. . ORIGEM DO NOME “Ondas do ouro” ou nome gótico significando “nome próprio de homem”? Histórias que nos contam, falam da existência de minas de ouro no sítio da Moita, onde, ainda hoje é possível ver a entrada para uma dessas minas. Contam os mais velhos que foi encontrada uma roçadoura de ouro quando andavam a preparar o terreno para a plantação dum a vinha e que teria sido entregue ao dono do terreno. Recentemente, na construção de uma casa edificada num desses terrenos, a máquina que andava a abrir os alicerces desabou pois, a fragilidade do terreno (areia e barro) e o facto de estar minado fés com a terra cedesse. Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ RANCHO FOLCLóRICO DO OU RONDO Pequena História do Rancho O Rancho Folclórico do Ou rondo, foi fundado em 1937, por iniciativa do Arquitecto Salles Viana e de Esmeralda Salvado. O Rancho manteve-se activo durante vários anos, mas com o decorrer da 2ª Guerra Mundial (década de 40), perdeu um pouco do seu encanto. No inicio dos anos 50, e pelo mérito do pró. António Gil Carvalheira é reanimado com actuações apenas em romarias da aldeia. Na década de 60 devido à emigração para França e Canadá verificou- se uma desertificação da nossa terra, um empobrecimento de meios humanos fez paralisar toda a actividade do Rancho Folclórico. Em meados dos anos 70 com regresso de muitos ourondenses e seus familiares das antigas províncias ultramarinas, o Ou rondo voltou a reanimar-se e mais uma vês deu vida ao Rancho Folclórico. 1984 d3evido a um problema de saúde da ensaiadora, este ficou mais uma vez inactivo. Finalmente em Dezembro de 1992, por iniciativa e mérito de José Genro dos Santos Carvalho, recomeçam os ensaios, a recolha de cantares e a pesquisa etnográfica, por iniciativa do ,então Presidente do Centro Cultural e Recreativo do Ou rondo, transformando-se o Rancho Folclórico do Ou rondo num verdadeiro mensageiro da sua Terra e Região, tanto a nível nacional, como no estrangeiro. Além de muitas actuações a nível nacional, o Rancho tem actuado também em França, Suíça e Espanha, tendo já recebido convites para deslocações ao Japão, E. U. A., Canadá, Luxemburgo, Bélgica e Alemanha. O Rancho folclórico do Ourondo procura unir a sua terra, participando nele toda a sua juventude e não existiria sem apoio e encorajamento que todos os ourondenses residentes em Portugal e no estrangeiro lhe têm dado. O Rancho Folclórico do O)Ourondo tem orgulho em representar de forma digna a sua terra, dando-a a conhecer aquém e além fronteiras, apresentando e divulgando os seus cantares, danças, trajes, usos e tradições não deixando que o nome Ou rondo seja um nome de menos valia e apagado do mapa de Portugal e tentando inverter e tendência de mais uma terra no interior do nosso país condenada a desaparecer, dando-lhe estabilidade, criando raízes e investindo no seu capital mais valioso–a sua juventude. Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ Não podemos esquecer o trabalho e empenho da ensaiadora Prf. Maria Gabriela Gonçalves dos Santos Carvalho, que ensaia o Rancho Adulto, o Grupo dse Cantares e o Rancho Infantil, auxiliada pela Profª. Maria de Lurdes Rito Agostinho e Carlos Alberto Carvalho Barata. As danças e cantares eram tradicionalmente executadas nas ruas e largos da aldeia, principalmente no largo do Lameirão e na Piçarra (largo do Cruzeiro), aos domingos, nos dias Santos, nas noites de S. João, S. Pedro e nas romarias de S. João (Relvas), S. Amaro e Nossa Senhora do Carmo. As musicas e as danças no grupo são resultado de uma recolha constante, feita de forma cuidadosa e persistente junto das pessoas mais idosas da aldeia, algumas das quais ex-elementos do Rancho do Ou rondo de 1937. São também resultado da experiência dos elementos com mais idade, que integram actualmente o Rancho e o seu grupo de cantares. Todas as musicas e danças após recolhidas, são confirmadas e reconfirmadas junto de outras elementos não prese4ntes no momento da sua recolha, tendo em vista preservar e garantir a sua genuinidade e autenticidade. Como tal, podemos afirmar com segurança, que todas as músicas e danças fazem parte do cancioneiro e folclore do Ou rondo. Ainda não foram editado discos, no entanto em Maio de 1994 foram já gravadas 800 cassetes numa Editora em Lisboa, cujas vendas foram já esgotadas. Até à presente data receberam subsídios da Câmara municipal da Covilhã, do Inatel e do governo Civil de Castelo Branco. Receberam ainda patrocínios e donativos de empresas e particulares. Contudo o maior auxílio financeiro vem das romarias da terra tais como: Santo Amaro e Nossa Senhora do Carmo organizadas e feitas pelo Rancho Folclórico do Ou rondo desde 1993, cuja receita é dividida pelo Rancho e Igreja com a aprovação do povo. Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ Componentes do Grupo I Rancho Folclórico Adulto 4 directores (todos tocam e dançam) 32 dançadores 12 Cantadores 10 tocadores 2 acompanhantes colaboradores II Rancho0 Folclórica Infantil Mesmo0s directores 16 crianças Mesmos cantadores Mesmos tocadores Mesmos acompanhantes Actuações do Rancho desde 1993 Após a sua reactivação em Dezembro de 1992, o Rancho Folclórico efectuou as seguintes actuações: 1993 Julho- Actuação na Romaria Santo Amaro-Ou rondo Agosto- Actuação na Romaria de Nossa Senhora do Carmo-Ou rondo Setembro- Actuação, em jogos tradicionais- Ou rondo Novembro- Actuação em festa com magusto- Ou rondo Dezembro- Actuação na festa de Natal do Ou rondo cantando as tradicionais janeiras 1994 Janeiro- Actuação nas ruas do Ou rondo cantando as janeiras Março- Actuação na Festa dos “Josés”-Ou rondo Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ Maio- Actuação em comemoração dos 115 anos da Banda Filarmónica de Casegas- Casegas –Gravação da 1ª cassete- Lisboa Junho- Actuação no “piquenicão 94”-Fundão –Actuação na festa de S. João- Relvas de Ou rondo Julho- Actuação na festa de Santo Amaro-Ou rondo Agosto- Actuação no Festival de Folclore do Barco- Covilhã –Actuação na romaria de nossa Senhora do Carmo-Ou rondo Outubro-Actuação no aniversario da associação das Cortes-Covilhã Novembro Actuação num convívio em Alcaria- Fundão – Actuação numa festa com magusto- Ou rondo 1995 Janeiro- Actuação nas ruas do Ou rondo cantando as janeiras Março-Actuação na festa dos “Josés”-Ou rondo Junho-Actuação na festa dos “Antónios”- Casegas- Covilhã. - Actuação no “pequenicão 95”- Cantanhede –Actuação na festa de S. João- Relvas de Ou rondo Julho – Actuação- no festival de folclore de alcongosta- Fundão –Actuação na festa de Santo Amaro- Ou rondo –Actuação na festa de sto. António-Silvares- Fundão Agosto-Actuação na romaria de Nossa Senhora do Carmo-Ou rondo – Actuação no Festival de Folclore de Sto. André das Tojeiras Castelo Branco. –Actuação no Festival de folclore de Coimbra. Setembro- Actuação no Festival de Folclore de Soalheira- Fundão. 1996 Janeiro- Actuação nas ruas do Ou rondo cantando as janeiras. Fevreiro- Actuação no Clube da Minas da Panasqueira, na Festa de Carnaval- Barroca –Covilhã. Abril- Actuação numa Festa com jogos tradicionais- Ou rondo. Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ Maio- Actuação na Festa de aniversário do Grupo Desportivo da Bouça- Covilhã. Junho- Actuação no Festival de Folclore de Marinhais-Ribatejo - Actuação na Festa de reinauguração do ringue Carlos Coelho- Ou rondo. – Actuação no Festival de Folclore de Salvaterra de Magos- Ribatejo. – Actuação em Glória do Ribatejo. – Actuação na Festa de S.João da Relvas-Ou rondo. – Actuação no Festival de Folclore de Carvalhal Formosa-Belmonte Julho – Actuação na Erada-Covilhã . – Actuação na Festas de Santo António Casegas-Covilhã. – Actuação no Festival de Folclore do Açor-Fundão. – Actuação na Festa de Santo Amaro-Ou rondo. – Actuação no Festival de Folclore de Vales do Rio-Covilhã. Agosto- Actuação no 1º Festival Nacional de Folclore do Ou rondo. – Actuação na Festa de Nossa Senhora do Carmo. – Actuação no Festival de Folclore do Telhado-Fundão. – Actuação no Festival de Folclore de Dagorda-Cadaval. – Actuação na Palhaça –Aveiro. – Actuação na Festa de inauguração do Centro Cultural da Quinta de Gonçalo Martins (Pega)-Sabugal. – Actuação no Festival internacional de Folclore de Luz de Tavira- Algarve. Setembro – Actuação num casamento no Restaurante Alambique-Fundão. – Actuação no Festival de folclore de Barcelos. – Actuação em Folhadosa-Seia. – Actuação no Festival de Folclore de Eriz e Outeiro-Castro D' Aire -Beira Alta. Dezembro- Actuação no 3º Festival de Folclore de Frade de Baixo-Alpiarça. 1997 Janeiro- Actuação Actuação nas ruas do Ou rondo cantando as janeiras. Março- Actuação Actuação no Hipermercado Mo0nteverde-Covilhã. Abril- Actuação Actuação dos Bombos nas “Festas do 25 de Abril”-Covilhã. –jogos Tradicionais com Rancho Folclórico de Barcelos-Ou rondo. Maio- Actuação Actuação do Rancho Infantil no dia da Mãe-Ou rondo. – Actuação no Festival de Folclore de Vila Praia de âncora-Alto Minho. –Homenagem aos Componentes do rancho do Ou rondo de 1937 Ou rondo. Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ Junho- Actuação no Festival de Folclore de Palmela. – Actuação nas Festas da Cidade de Lisboa. – Actuação nos Jogos Tradicionais dão Inatel-Covilhã. – Actuação na Festa de S. João da Relvas-Ou rondo. – Actuação nas Festas da Cidade do Seixal. Julho- Actuação no Festival de Folclore de Figueira-Portimão-Algarve. – Actuação no Festival de Flclore de Mirando do Corvo-Beira Litoral. – Actuação no festival de Folclore do Ou rondo . – Actuação em Casamento-Serra da Estrela . – Actuação na Boidobra-Covilhã. Agosto- Actuação na Feira de Artesanato-Estoril. - Actuação na Feira de Artesanato-Estoril. – Actuação no Festival de Folclore do Barco-Covilhã. – Actuação em Pega-Guarda . – Actuação em Casamento-Ou rondo. – Actuação em Colmeal da Torre-Belmonte. – Actuação no Festival de Folclore de Rocas do Vouga-Beira Litoral. – Actuação no festival de Folclore de Liteiros-Torres Novas-Ribatejo. – Actuação no Festival de Folclore de Areosa-Viana do Castelo. Setembro- Actuação Actuação em Souzelas-Beira Litoral. Outubro- Actuação no Teatro Voz do Operário-Lisboa. – Actuação na Boidobra-Covilhã – Actuação no Festival de Folclore de Casal de S. João-Coja- Arganil. O Rancho Folclórico do Ou rondo actuou igualmente no estrangeiro nas seguintes datas e locais: Em Agosto de 1994-Cáceres,Espanha. Em Maio de 1995-Besançon,França. Em Maio de 1995- Monthey,Suíça. Em Março de 1996-Toulouse,França. Em Junho de 1996-Tours,Orléans e Paris, França. Houve ainda outros convites para França e Suíça, em que o rancho esteve impossibilitado de ir. Em Junho de 1998 estiveram presentes na região de Alsácia (França), com actuações nas cidades de Strasbourg,Colmar, Mulhouse, Coutréxeville e, ainda, Singen no sul da Alemanha. Estiveram também na Madeira em Setembrode 1998. Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ Antes de 1992 não existem referências a qualquer festival no Ou rondo. A partir desse ano,em 1993,1994 e 1995 foram convidados grupos folclóricos, que conjuntamente com o Rancho Folclórico do Ou rondo efectuaram pequenos festivais nas duas romarias, de Santo Amaro e Nossa Senhora do Carmo. assim, Festas de Santo Amaro em Julho de 1993 (3ºFim de Semana)  Rancho Folclórico do Ou rondo  Rancho Folclórico de Caria-Fundão  Rancho Folclórico da Erada-Covilhã Festas de Nossa Senhora do Carmo em Agosto de 1993 (2º Fim de Semana)  Rancho Folclórico do Ou rondo Rancho  Folclórico das Cortes-Covilhã  Rancho Folclórico do Telhado-Fundão Festas de Santo Amaro em Julho de 1994 (3º Fim de Semana)  Rancho Folclórico do Ou rondo  Rancho Folclórico de macinhata do Vouga-Beira Litoral  Rancho Folclórico do Barco-Covilhã Festas de Nossa Senhora do Carmo em Agosto de 1994 (2º Fim de Semana)  Rancho Folclórico do Ou rondo  Rancho Folclórico Infantil de Peraboa- Covilhã  Rancho Folclórico dos Vales do Rio-Covilhã Festas de Santo Amaro em Julho de 1995 (3ºFim de Semana )  Rancho Folclórico do Ou rondo  Rancho Folclórico de Carvalhal Formoso- Belmonte  Rancho Folclórico de Rocas do Vouga- Beira Litoral Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ Festas de Nossa Senhora do Carmo em Agosto de 1995 (2º Fim de Semana)  Rancho Folclórico do Ou rondo  Rancho Folclórico de Silvares- Fundão  Rancho Folclórico do Paul-Covilhã Em Agosto de 1996 o Rancho organizou o seu 1º Festival Nacional de Folclore. Neste Festival estiveram presentes:  Rancho Folclórico do Ou rondo  Rancho Folclórico”As Tricanas de Coimbra”-Beira Litoral  Rancho Folclórico de Silvares –Beira Baixa  Rancho Folclórico de Castelo de Neiva-Alto Minho  Rancho Folclórico de Salvaterra de Magos –Ribatejo  Rancho Folclórico de Freixial-Leiria-Estremadura  Rancho Folclórico do Paúl- Beira Baixa  Rancho Folclórico de Lus de Tavira-Algarve  Rancho Folclórico de ponta do Pargo-Madeira Em 19 de Julho de 1997, o Rancho organizou o seu 2º Festival Nacional de Folclore com os seguintes grupos:  Rancho Folclórico do Ou rondo  Rancho Folclórico da Figueira-Portimão- Algarve  Rancho Folclórico de Eriz e Outeiro- Castro D' Aire-Beira Alta  Rancho Folclórico de Souzelas- Beira Litoral  Rancho Folclórico da Boidobra-Beira baixa  Rancho Folclórico “As Peixeiras da Vieira” –Estremadura Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ Algumas “Modas” cantadas e dançadas pelo Rancho Folclórico do Ou rondo e seu Grupo de Cantares Aqui ficam registadas algumas modas e cantares do Rancho Folclórico do Ou rondo, uma vez que o seu cancioneiro é muito mais vasto e impossível de incluí-lo aqui e agora. Devido à falta de tempo apenas nos foi possível fazer uma pequena abordagem deste pequeno (grande e nobre) Rancho. São descritas algumas modas de trabalho, as eram cantadas nas sachas, na apanha da azeitona, nas debulhadoras, no tocar da roda d' água, nas vindimas, nas janeiras,… Foi junto das pessoas que fizeram parte do Rancho do Ou rondo de 1937 e de algumas que fazem parte do grupo de cantares que recolhemos todas estas modas e a maneira como se dançavam. Sabemos que muitas palavras e expressões são incorrectas mas era assim que o povo as cantava. MODAS  Agora é que m' eu maneio  As pulgas  Antoninho olha a roda  Rosita  Verde Gaio  Carolina  Maçãzinha  Doba, doba, dobadeira,doba  Cadiacho  Pastora  Pedrinhas desta calçada  Falei contigo  Laura  Rosa branca  Tem pena  Ciranda  Olh'à pequena Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________  ó pavão  P' ronde vai ó Sr. José  ó que lindo rapazinho  Fandango (Saloio)  Fado da nossa Terra  Fado do Ourondo  Fado Beirão CANTARES  Pedrinhas desta calçada  As armas do meu adufe  São João  ó lua  Lembrate ó Ana  Flor da murte Grupo de Cantares do Rancho Folclórico do Ourondo O Grupo de Cantares do Rancho Folclórico do Ou rondo é formado pela tocata, cantadores e cantadeiras, juntamente com outros elementos cujas idades oscilam entre os 60 e os 80 anos. Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ Trajes Os únicos trajes que o Rancho do Ou rondo conserva são alguns lenços de seda (que já não podem ser usados devido ao seu estado de conservação), uma camisa de homem toda feita à mão, um colete de homem, alguns chailes pretos e dois saiotes. Na sua generalidade foram recolhidos junto dos familiares mais idosos de elementos deste Rancho e foram usados entre 1900 e 1920. Em relação ao traje é um pouco difícil fazer uma definição correcta dos diferentes trajes usados no principio século passado na Aldeia do Ou rondo. Sabe-se que a maioria das pessoas tinha fracos rendimentos o que não lhes permitia terem muito que vestir o Calçar. Diz-se frequentemente quase todas as pessoas andavam calçadas e quando avia algum dinheiro era para uns sapatos que se calçavam aos Domingos e dias de festas. A roupa, na maioria das vezes era lavada ao Sábado para ser vestida ao Domingo. Depois de ouvir bastantes pessoas e ver os outros grupos Folclóricos, desta zona, que este Rancho não imitia (nomeadamente Silvares, Paúl, Boidobra, Refúgio, Unhais da Serra), os elementos do grupo folclórico pensam que os trajes de trabalho não eram diferentes uns dos outros, sejam eles das fainas agrícolas ou actividades socio-económicas. Trajes Masculinos Traje de romarias- Chapéu preto de aba larga, camisa branca de linho de meio colar e uma presilha ao fundo da dianteira; calças de surro beco cinzento e colete com virados da mesma cor; e botas de couro castanhas com cordões de algodão ou cabedal; faixa de lã preta à cintura. Faz-se acompanhar de um garrafão de verga com vinho e varapau, quando se desloca para a romaria. Traje de Senhor Abastado- chapéu preto de aba larga; camisa de linho branco de meio colar; colete e jaqueta de surro beco castanho, faixa de lã preta e bota castanha de couro com cordões. Faz-se acompanhar de um guarda chuva preto ou bengala, quando caminha nas ruas. Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ Traje de noivo- Chapéu preto de aba larga; fato completo de surro beco preto com colete de virados e costas de cetim preto. Camisa de linho branca com dianteira do mesmo tecido e presilha. Faixa de lã preta. Botas pretas de elástico. Assim se desloca para a Igreja. Malhador- Chapéu de palha de aba larga; lenço tabaqueiro ao pescoço; camisa de riscado axadrezada em tons de azul e branco; calças arregaçadas de cotim cinzentas e ceroulas de pano cru, tamancos com cobertura de couro e com um rasto de pau; usa na cintura faixa de flanela preta. Faz-se acompanhar do mangual e uma cabaça à cintura para o vinho, quando vai malhar o trigo ou o centeio. Ceifeiro- Chapéu de palha de aba larga; ao pescoço um lenço tabaqueiro; calças de cotim cinzentas de risca azul; camisa de riscas xadres em tons de vermelho; faixa de lã preta à cintura; ceroulas de pano cru com atilhos ao fundo. Faz-se acompanhar de uma foice, forquilha e uma cabaça para transportar o vinho. No pulso um punho de couro para protecção do esforço feito pelo trabalho da ceifa. Rega- Lenço tabaqueiro ao pescoço; camisa de riscado com presilha para segurar as ceroulas de pana cru; usa tamancos de rasto de pau ou descalço; garruço preto de lã na cabeça. Faz-se acompanhar de um “cocho” para regar onde a água não chega. Traje de ganhão- O ganhão mera o homem que sendo dono de uma junta de bois , lavrava as terras dos outros ou efectuava outros trabalhos pesados. Usa chapéu de aba larga preto; calças e colete de surro beco castanho; camisa de pano cru; Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ Mineiro- esta aldeia foi muito influenciada pelas minas da Panasqueirada qual dista 6 km. As condições dentro da mina não eram as melhores e nos primeiros tempos o minero usava o gasómetro para alumiar e o pico para perfurar a pedra. Veste caça de cotim preta e camisa de riscado castanho com riscas azuis e brancas. Calça bota, de sola castanha de couro. Na cabeça usa uma gorra preta. Trajes femininos Mulher de Malhador- Lenço de marino enramado; chapéu d e feltro preto; saia de lã amarelo torrado e saiote às ridcas;blusa de riscado; avental castanho com riscas azuis. Sapatos de couro castanhos e meias de algodão castanho escuro. Leva na mão uma joeira para “a joeirar “ o cereal. Ajuda o malhador e leva-lhe a merenda. Ceifeira- Lenço de marino enramado apertado por cima do chapéu de palha de aba larga; blusa de riscado de cor rosa; saia de chita preta com florzinhas pequeninas e brancas ; saiote vermelho de flanela com bicos de croché feitos à mão; avental de riscado cinzento; sapatos castanhos de couro. Leva na mão um molho de trigo e uma cantara de barro com água: Traje de romarias- Como não leva lenço na cabeça, usa o cabelo arrepiado para trás formando atrás um “chinó”; saiote branco com rendas; avental preto e branco com folho à volta; colotes e meia arrendada azul claro; na cabeça leva o cabaz coberto com um pano de linho onde leva a merenda. Traje Noiva- Lenço de seda preto; a maior parte das vezes leva xaile preto com franjas; saia e casaquinho de fantasia de seda preta; meias arrendadas de algodão branco; sapatos de atacado pretos; saiote branco de renda e colotes de pano cru. Assim se desloca para a igreja. Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ Senhora abastada- Usa saia e casaquinha preta com um encaixe de linho branco; meia de renda em algodão branco; saiote e calotes de pano cru com rendas; sapatos de atacado preto. Usa cordão de ouro ao pescoço e “arrecadas”. Mulher de ir à fonte- Lenço de marino enramado; saia de lã azul escuro e blusa de chita em tons azul; avental azul escuro com pintinhas brancas; saiote branco com ponto croché amarelo e azul feito à mão; meias de algodão amarelo torrado e sapatos castanhos ou chinelas . Leva na mão uma cantara de barro, dirigindo-se à fonte, onde se ia encontrar com o namorado. Lavadeira -Usa na cabeça lenço azul de marino enramado; saia de xita preto e blusa de chita cinzento mesclado; saiote de riscado e chinelas de pano feitas à mão ou descalça. à cabeça um alguidar de latão com roupa, dirigindo-se à ribeira ou ao rio. Apanha da Azeitona- Na cabeça lenço de marino enramado atado atrás da nuca; saia de lã verde e blusa de chita em tons escuros;saiote de flanela e xaile pelos ombros; usa avental de chita e sapatos castanhos e meias de algodão castanhas. Leva na mão uma cesta de verga e na cabeça um tolde, dirigindo-se para o olival. Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro ______________________________________________________________________ AGRADECIMENTOS Gostaríamos de agradecer pela disponabilidade prestada ao: Sr.Dr. José Santos Carvalho Rancho Folclórico do Ourondo