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 Samuel


Ourondo
Ourondo

O Ourondo é uma freguesia portuguesa do concelho da Covilhã, com 9,21 km² de área e 416 habitantes (2001). Densidade: 45,2 hab/km² 



   Brasão Concelho Covilhã área 9,21 km² População 416 hab. (2001) Densidade 45,2 hab./km² Orago Nossa Senhora da Assunção


Freguesia de Ourondo



Na freguesia de Ourondo, situada na margem direita do rio Zêzere, e na margem esquerda da ribeira do Caia, se avistam os cumes da Estrela e da Gardunha, da serra da Cebola e, mais próximo, a serra da Maúnça.
Foi um priorado do padroado real e pertenceu como anexa, à freguesia de Bodelhão, do concelho do Fundão, dela se desanexando em 7 de Setembro de 1895 e considerada freguesia independente em 19 de Julho de 1900.
é de crer, estar na origem do seu nome a existência, outrora, de algumas minas de ouro, no sítio da Mouta, sendo possível ainda hoje, observar a entrada de uma delas. Os mais velhos contam que foi encontrada uma roçadoura de ouro quando andavam a preparar o terreno para a implantação de uma vinha, a qual teria sido entregue ao dono desse mesmo terreno. Conta-se ainda que uma máquina, ao abrir os alicerces de uma construção, terá desabado, devido à fragilidade da composição do solo com que deparara e, devido ainda ao facto, deste mesmo, se encontrar minado. Não obstante, e contrariamente a uma versão de Ondas de Ouro a explicar a origem etimológica da freguesia, não deixa de haver quem considere o nome de Ourondo, o de um presumível povoador.
Um documento da Torre do Tombo referia a existência de uma ponte de cantaria sobre a ribeira do Caia, a qual deveria datar dos séculos XIV ou XV, e teria estado ao serviço dos frades do Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe.
A Capela de S. João, cuja romaria é celebrada na freguesia, no terceiro fim-de-semana de Junho, situa-se à entrada de Relvas, e substitui uma outra, antiga, em estado de ruínas, junto à fonte de S. João, a qual menciona ainda o referido documento da Torre do Tombo.
Do século XVII data a sua igreja paroquial, que apresenta no seu interior quatro altares laterais e um altar-mor em talha dourada. Sobre a sua construção, a tradição oral faz-nos chegar uma história curiosa. Quando se pensara na sua edificação, era ainda, local de culto, uma capela, situada onde hoje se chama “S. Sebastião”, que servia tanto a população da freguesia de Ourondo como a de Relvas, sua anexa. Como a povoação de Ourondo era a que se situava, em “passos”, a menor distância da capela, decidira a população de ambas as povoações, a tomar como a escolhida para lá construir a igreja paroquial.
Construída em 1946, a Capela de Santo Amaro, guarda a antiga imagem do santo a que presta devoção. A ela, no 3.º domingo de Julho concorrem os locais e muitos visitantes. No chamado Cabeço do Prado ou Outeiro de S. Gens, se localiza a Capela de Nossa Senhora do Carmo, onde existe um quadro cuja pintura retrata a morte de S. Gens.
Das suas casas tradicionais, mostra Ourondo poucos exemplares. E quando percorremos a aldeia, apenas localizamos algumas datas gravadas na pedra, que as situam entre os anos de 1895 e 1932. A Casa Paroquial, muito embora, recuperada, constitui-se como aquela, cuja data, se mostra um pouco mais recuada (1793). O material típico utilizado para a construção destas tradicionais habitações era a pedra milheira, o xisto, o barro e a madeira.
Existiam quatro fornos comunitários na freguesia: um na Rua direita, outro na Freiria, outro no Lameirão, e outro, ainda em funcionamento, em Relvas. Coziam o pão, as forneiras, a troco de uma “poia” que era maior ou menor consoante a quantidade de farinha. No fim do dia, a forneira dividia em partes iguais o número de “poias” (pães) com o dono do forno. Com excepção do forno de Relvas, que ainda vai funcionando, sobretudo em casamentos, foram estes fornos mantidos em actividade até finais da década de 60.
Dedicado ao estudo, à recolha e à preservação das tradições da freguesia, o Rancho Folclórico de Ourondo, fundado em Janeiro de 1937, por iniciativa do Arq. Salles Viana e de Esmeralda Salvado, mostra às gentes da terra, e de outras localidades do País, e até, do estrangeiro, aquilo que de mais precioso o povo guarda, de saberes, e experiência acumulados, ao longo dos anos e de várias gerações. As modas que cantam e dançam garantem a genuinidade de tão precioso tesouro. Os trajes que usam identificam a natural simplicidade dos usos e costumes do seu povo.


 


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OurondoCapela Sra do Carmo


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